Da Redação do Portal GPN
Enquanto o cidadão mariliense faz malabarismos para pagar as contas básicas, a Prefeitura de Marília celebra um crescimento vertiginoso em suas receitas. Dados recentes da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) revelam que a arrecadação do IPTU na “Cidade Menina” subiu quase 12% entre 2020 e 2024. O resultado? Marília consolidou-se como uma das cidades mais arrecadadoras do Brasil, superando o orçamento de mais de 70% dos municípios do país.
Mas a que custo? Essa montanha de dinheiro que entra nos cofres públicos não caiu do céu; ela saiu diretamente do orçamento familiar dos marilienses, que viram o imposto de suas residências subir de forma “avassaladora”.
O “Abismo” entre a Receita Milionária e o Serviço Público
Ser a 80ª cidade que mais arrecada IPTU no Brasil (conforme o anuário Multi Cidades) deveria ser motivo de orgulho se o retorno em infraestrutura, saúde e educação fosse proporcional. No entanto, o que se vê é uma prefeitura “rica” convivendo com bairros esquecidos e serviços essenciais em frangalhos.
O aumento real da arrecadação, que ultrapassa a inflação e a própria capacidade de pagamento de muitos contribuintes, coloca Marília em um patamar de elite fiscal. Contudo, essa riqueza parece ficar represada nos corredores do Paço Municipal, servindo mais para sustentar a máquina pública do que para aliviar a vida de quem mora na periferia.
A Farsa do “Ajuste Necessário”
O discurso oficial tenta vender o aumento como um “ajuste” ou “justiça tributária”, mas o contribuinte sente o golpe no carnê. Em 2024, a previsão de arrecadação já superava os R$ 115 milhões. Ao elevar Marília ao topo do ranking das finanças municipais, a gestão atual ignora que, por trás de cada número no Portal da Transparência, existe um aposentado ou um pai de família que precisou cortar a carne ou o remédio para não perder a casa para a dívida ativa.
EDITORIAL GPN: RIQUEZA PÚBLICA, MISÉRIA PRIVADA
O Portal GPN escancara jornalisticamente a sede arrecadatória do governo que aí está. Ter um orçamento maior que o de 70% das cidades brasileiras não é mérito se isso é conquistado através do sacrifício desmedido do povo. Marília está se tornando uma cidade cara demais para quem trabalha e barata demais para quem governa.
Se a prefeitura está nadando em recursos milionários de IPTU, por que ainda ouvimos desculpas sobre falta de verbas para zeladoria e saúde? A “triste sina” citada por nossos leitores é real: o brasileiro é “miserabilizado” pela carga tributária enquanto a elite política se banqueteia com orçamentos recordes. É hora de o mariliense acordar e cobrar: para onde está indo o dinheiro do nosso teto? A prefeitura está rica, mas o povo não aguenta mais ser o fiador dessa opulência.
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